Harmônicos e acordes

01/07/2009

Algumas citações de mestres acerca de harmônicos e acordes… (As referências encontram-se logo abaixo.)

Um som musical não se constitui de apenas uma nota. Juntamente com o som principal soam sons secundários, bem fracos e imperceptíveis. O som principal é chamado som fundamental e os sons que o acompanham são os sons harmônicos (ou concomitantes, ou complementares).

Uma corda, ao vibrar em toda a sua extensão, produz uma determinada nota. Enquanto a corda vibra por inteiro, simultaneamente, ela vibra também dividindo-se em duas metades, produzindo um som uma oitava acima da nota original. Além da vibração da corda por inteiro e em duas metades, ela vibra também, simultaneamente, dividindo-se em terços, em quartos, em quintos, etc., produzindo as vibrações secundárias. (MED, p.92)

Série harmônica é o conjunto de sons que acompanham um som fundamental (som gerador, som principal). (MED, p.93)

Ver também o artigo relacionado da Wikipédia, intitulado Série harmônica (música).

Na sucessão dos harmônicos superiores, […] surge, depois de alguns sons mais facilmente perceptíveis, um certo número de harmônicos mais débeis. Os primeiros são, sem dúvida, mais familiares ao ouvido, enquanto os últimos, dificilmente audíveis, soam inusitados. Com outras palavras: os mais próximos parecem contribuir mais, ou de maneira mais perceptível, ao fenômeno total do som, ao som como uma eufonia, capaz de arte; ao passo que os mais distantes parecem contribuir menos, ou de forma menos perceptível. (SCHOENBERG, p.58)

Se a escala é a imitação do som horizontalmente, em sucessão, os acordes são a imitação vertical, simultânea. A escala é a análise do som, assim como o acorde é a síntese. Exige-se de um acorde que conste de três sons diferentes. O acorde mais simples, evidentemente, é aquele que melhor se assemelha aos efeitos mais elementares e nítidos do som, ou seja: a tríade maior constituída pela fundamental, pela terça maior e pela quinta justa. Este acorde imita a eufonia do som, reforçando os harmônicos mais próximos e deixando de fora os mais distantes. (SCHOENBERG, p.67)

Referências:

MED, Bohumil. Teoria da música. 4a. ed. Brasília: MusiMed, 1996.

SCHOENBERG, Arnold. Harmonia. São Paulo: Editora UNESP, 2001.

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